{"id":34,"date":"2020-02-05T10:23:08","date_gmt":"2020-02-05T10:23:08","guid":{"rendered":"http:\/\/jeshua.net\/por\/wp\/?p=34"},"modified":"2020-02-05T10:23:08","modified_gmt":"2020-02-05T10:23:08","slug":"do-ego-ao-coracao-ii","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jeshua.net\/por\/canalizacoes\/a-serie-trabalhadores-da-luz\/do-ego-ao-coracao-ii\/","title":{"rendered":"Do Ego ao Cora\u00e7\u00e3o II"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Jeshua canalizado por Pamela Kribbe<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><br>EXPLORANDO SUAS FERIDAS INTERNAS<\/h2>\n\n\n\n<p>Distinguimos quatro passos na transforma\u00e7\u00e3o da\nconsci\u00eancia baseada no ego para a consci\u00eancia baseada no cora\u00e7\u00e3o: <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"\"><tbody><tr><td>1.<\/td><td>\n                        Estar insatisfeito\ncom o que a consci\u00eancia baseada no ego tem para lhe oferecer, desejar \u201calgo\nmais\u201d:<em> o come\u00e7o do final. <\/em>\n                    <\/td><\/tr><tr><td>2.<\/td><td>\n\n                        Come\u00e7ar a se conscientizar da sua depend\u00eancia \u00e0\nconsci\u00eancia baseada no ego, reconhecendo e liberando as emo\u00e7\u00f5es e pensamentos\nque a acompanham: <em>a metade do final. <\/em>\n\n\n\n\n\n\n\n\n                    <\/td><\/tr><tr><td>3.<\/td><td>\n\n                        Permitir que as velhas energias baseadas no ego\nmorram dentro de voc\u00ea, jogando fora o casulo, sendo seu novo ser:<em> o final do\nfinal. <\/em>\n\n\n\n\n\n\n\n\n                    <\/td><\/tr><tr><td>4.<\/td><td>\n\n                        O despertar de uma consci\u00eancia baseada no\ncora\u00e7\u00e3o, dentro de voc\u00ea, motivada por amor e liberdade; ajudar outros a fazerem\na transi\u00e7\u00e3o.\n\n\n\n\n\n\n\n\n                    <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Neste cap\u00edtulo discutiremos o passo 2.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando voc\u00ea para de se identificar com o ego,\nprimeiro voc\u00ea entra num estado de confus\u00e3o sobre quem voc\u00ea \u00e9. Esta confus\u00e3o\npode ser profunda e de natureza muito filos\u00f3fica. Voc\u00ea come\u00e7a a fazer perguntas\nsobre o significado da vida, sobre o bem e o mal, sobre o que voc\u00ea realmente\nsente e pensa, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que os outros lhe ensinaram a sentir e\npensar. De repente, estas perguntas s\u00e3o muito reais para voc\u00ea e t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o\ndireta com as escolhas que voc\u00ea faz no seu dia a dia. Voc\u00ea olha para si mesmo e\npensa:<em> \u201cEste sou eu? \u00c9 isto que eu quero?\u201d<\/em> \u00c9 dif\u00edcil fazer escolhas\nagora, uma vez que nada \u00e9 evidente por si mesmo.&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p>De fato, voc\u00ea agora est\u00e1 dando um passo <em>para\ntr\u00e1s<\/em>, um passo nas profundezas: um passo para dentro. Voc\u00ea torna-se\nconsciente de partes mais profundas de si mesmo, partes que est\u00e3o menos\ncondicionadas por sua educa\u00e7\u00e3o e por sua sociedade. Voc\u00ea recebe alguns\nvislumbres de quem voc\u00ea verdadeiramente \u00e9: sua singularidade, sua\nindividualidade. Voc\u00ea se lembra que existe uma parte de voc\u00ea que n\u00e3o \u00e9\ndependente de nada que o rodeia: nem dos seus pais, nem do seu trabalho, nem\ndos seus relacionamentos e nem sequer do seu corpo. \u00c9 nesse momento que voc\u00ea\nsente \u2013 vagamente \u2013 a sua divindade, a parte de voc\u00ea que \u00e9 completamente\nilimitada e eterna. <\/p>\n\n\n\n<p>Na realidade, todos voc\u00eas s\u00e3o seres\nmultidimensionais: voc\u00eas podem (e assim o fazem) manifestar-se em varias\nrealidades diferentes ao mesmo tempo. Voc\u00eas n\u00e3o est\u00e3o ligados a um padr\u00e3o de\ntempo linear. Sua atual personalidade \u00e9 apenas um aspecto da entidade\nmultidimensional que voc\u00eas s\u00e3o. Quando voc\u00eas se derem conta de que sua\nexpress\u00e3o atual como um ser humano f\u00edsico \u00e9 simplesmente um aspecto de voc\u00eas,\nir\u00e3o al\u00e9m dela e poder\u00e3o entrar em contato com o Ser Superior que voc\u00eas s\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas antes de conseguirem isto, precisam curar as\npartes feridas dentro de voc\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Viver de acordo com as ordens e exig\u00eancias do\nego criou feridas psicol\u00f3gicas dentro de voc\u00eas. Deixar ir a consci\u00eancia baseada\nno ego cria, inicialmente, confus\u00e3o, d\u00favidas e desorienta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Depois deste primeiro passo, voc\u00eas entram em um\nnovo est\u00e1gio: o de observar, compreender e curar suas feridas internas.\nFalaremos sobre este est\u00e1gio agora.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o ego no controle, as suas a\u00e7\u00f5es e\npensamentos basearam-se no medo durante um bom tempo. De uma certa forma, voc\u00ea\nperseguia ferozmente os seus desejos de poder, reconhecimento e controle. Com\nisto, voc\u00ea desvirtuava a sua pr\u00f3pria natureza. Seu comportamento baseava-se em\nmodelos externos ao inv\u00e9s de se basear nas suas pr\u00f3prias e verdadeiras\nnecessidades. Al\u00e9m disto, voc\u00ea n\u00e3o era capaz de amar realmente algu\u00e9m, j\u00e1 que o\namor se op\u00f5e completamente \u00e0 necessidade de controlar ou dominar. Todo este\nestado de consci\u00eancia constituiu um ataque \u00e0 integridade da sua alma. A alma\nsofreu sob o reinado do ego.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando voc\u00ea se liberta da pris\u00e3o e da influ\u00eancia\ndo ego, esta dor interna torna-se mais vis\u00edvel para voc\u00ea. Ela se exp\u00f5e a voc\u00ea \u2013\nnua e crua \u2013 despojada de m\u00e1scaras. Entretanto, voc\u00ea ainda n\u00e3o sabe como lidar\ncom esta dor, j\u00e1 que ainda est\u00e1 num estado de confus\u00e3o e desorienta\u00e7\u00e3o.\nGeralmente, voc\u00ea passa por uma etapa de julgamento das suas feridas internas,\nporque elas parecem lev\u00e1-lo a padr\u00f5es negativos de comportamento: depend\u00eancias,\ndepress\u00e3o, mudan\u00e7as de humor incontrol\u00e1veis, problemas de comunica\u00e7\u00e3o,\ndificuldades nas rela\u00e7\u00f5es \u00edntimas.<\/p>\n\n\n\n<p>Este julgamento de si mesmo inflige mais dor \u00e0\nalma, que est\u00e1 come\u00e7ando a voltar-se para a Luz. Ela est\u00e1 se desapegando da\nnecessidade de poder e de controle, ela est\u00e1 se tornando mais sens\u00edvel&#8230; e\nent\u00e3o ela \u00e9 surpreendida pelo auto-julgamento.&nbsp;\n<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas pessoas est\u00e3o vagando nesta terra de\nningu\u00e9m entre o ego e o cora\u00e7\u00e3o. Elas est\u00e3o buscando uma realidade mais\namorosa, mas ainda se encontram ao alcance do chicote do ego. <\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, n\u00e3o \u00e9 a sua ferida interna que o faz\ntornar-se presa do que voc\u00ea considera \u201caspectos negativos\u201d de si mesmo. \u00c9 o <em>seu\njulgamento da ferida<\/em> que causa a negatividade. Se voc\u00ea olhar para si mesmo\ncom uma atitude de aceita\u00e7\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o vai ver uma personalidade dependente,\ndepressiva ou fracassada. Voc\u00ea vai ver apenas a dor interna que precisa ser\natendida e cuidada da forma mais gentil e bondosa poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>O passo mais importante no est\u00e1gio dois da\ntransi\u00e7\u00e3o do ego ao cora\u00e7\u00e3o \u00e9 que <em>voc\u00ea est\u00e1 querendo entender a sua dor\ninterna<\/em>: aceite-a, compreenda as suas origens e permita que ela <em>exista<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea consegue perceber o n\u00facleo de medo que \u00e9\ninerente a todas as express\u00f5es de consci\u00eancia centrada no ego, voc\u00ea penetrou a\nrealidade da consci\u00eancia baseada no cora\u00e7\u00e3o. Por mais censur\u00e1vel que seja o\ncomportamento de algu\u00e9m, se voc\u00ea reconhecer a dor, a solid\u00e3o e a necessidade de\nauto-prote\u00e7\u00e3o que existe por tr\u00e1s disso, voc\u00ea entra em contato com <em>a alma<\/em>\nque est\u00e1 apresentando o comportamento negativo. Assim que voc\u00ea percebe a alma\namedrontada, voc\u00ea \u00e9 capaz de<em> perdoar.<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p>Isto acontece primeiramente em rela\u00e7\u00e3o a voc\u00ea\nmesmo. <\/p>\n\n\n\n<p>Pense em algo que voc\u00ea realmente deteste em si\nmesmo \u2013 algo que realmente o aborre\u00e7a e do qual voc\u00ea acha que j\u00e1 deveria ter se\nlivrado h\u00e1 muito tempo. Pode ser inseguran\u00e7a, pregui\u00e7a, impaci\u00eancia, ou uma\ndepend\u00eancia: qualquer coisa que voc\u00ea sinta que <em>n\u00e3o deveria mais estar a\u00ed<\/em>.\nAgora procure entender o motivo real por tr\u00e1s deste aspecto ou tend\u00eancia. O que\no obriga a sentir ou fazer certas coisas v\u00e1rias e v\u00e1rias vezes? Voc\u00ea consegue perceber\num elemento de medo dentro das suas motiva\u00e7\u00f5es?<\/p>\n\n\n\n<p>Repare que, logo que voc\u00ea compreende que existe\nmedo, voc\u00ea amadurece internamente, sentindo algo como: <em>\u201cOh, Deus, eu n\u00e3o\nsabia que estava t\u00e3o atemorizado! Eu o ajudarei!\u201d<\/em>&nbsp; Ent\u00e3o h\u00e1 toler\u00e2ncia em suas atitudes. H\u00e1 amor\ne perd\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto voc\u00ea percebe os comportamentos baseados\nno medo \u2013 tais como agress\u00e3o, depend\u00eancia, subservi\u00eancia, vaidade, etc&#8230; \u2013\ncomo \u201cmaus\u201d, \u201cpecaminosos\u201d ou \u201ctolos\u201d, voc\u00ea est\u00e1 julgando. Mas julgar \u00e9 uma\natividade baseada no medo. Voc\u00ea j\u00e1 percebeu que, quando voc\u00ea se julga, torna-se\nduro internamente? Parece que alguma coisa aperta, como l\u00e1bios pressionando-se\nou olhos resfriando-se. Por que precisamos julgar as coisas? Qual \u00e9 a\nnecessidade de reduzir as coisas a certo ou errado? Qual \u00e9 o medo por tr\u00e1s da\nnossa necessidade de julgar? \u00c9 o medo de enfrentarmos a nossa pr\u00f3pria sombra\ninterior. \u00c9, essencialmente, o medo de <em>viver<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao se desapegar da consci\u00eancia baseada no ego,\nvoc\u00ea vai querer desenvolver uma forma completamente nova de ver as coisas. Esta\nforma de ver pode ser melhor descrita como <em>neutra<\/em>, querendo dizer que\nsimplesmente observa <em>o que \u00e9<\/em>, sem interesse em como as coisas \u201cdeveriam\nser\u201d. As causas e os efeitos do comportamento baseado no ego s\u00e3o observados, o\nn\u00facleo de medo inerente a ele \u00e9 reconhecido, e ent\u00e3o o ego se torna realmente\ntransparente para voc\u00ea. E tudo o que \u00e9 transparente para voc\u00ea pode ser\nabandonado, se voc\u00ea quiser.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo o ser humano conhece o medo. Cada um de\nvoc\u00eas conhece a sombra e a solid\u00e3o de estar envolvido no medo. Quando o medo se\nmostra abertamente no rosto de uma crian\u00e7a, a maioria das pessoas reage\ninstantaneamente estendendo as suas m\u00e3os. Mas quando o medo se mostra de forma\nindireta, atrav\u00e9s de m\u00e1scaras de viol\u00eancia e brutalidade, parece imperdo\u00e1vel.\nQuanto mais destrutivo e cruel \u00e9 o comportamento, mais dif\u00edcil \u00e9 perceber o\nmedo e a desola\u00e7\u00e3o que existem por tr\u00e1s dele. Mesmo assim, voc\u00eas s\u00e3o capazes de\nperceb\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir das profundezas da sua pr\u00f3pria\nexperi\u00eancia de medo e desola\u00e7\u00e3o, voc\u00ea pode entrar em contato com o profundo\nmedo nas almas dos assassinos, seq\u00fcestradores e criminosos. Voc\u00ea consegue <em>entender<\/em>\nas a\u00e7\u00f5es deles. E se fizer isso, baseado nas suas pr\u00f3prias experi\u00eancias \u00edntimas\ncom a escurid\u00e3o, voc\u00ea pode liberar isso tudo. Voc\u00ea pode <em>deixar que tudo isso\nexista<\/em>, sem a necessidade de julgar nada. Se voc\u00ea verdadeiramente entender\no medo como um poder que existe e com o qual voc\u00ea est\u00e1 totalmente familiarizado\natrav\u00e9s de suas experi\u00eancias de vida, voc\u00ea pode deixar de julgar. O medo n\u00e3o \u00e9\nnem bom e nem mau. O medo \u00c9, e possui um determinado papel a desempenhar.<\/p>\n\n\n\n<p>Em certos aspectos, muito dif\u00edceis de serem\nexpressos em conceitos humanos, o medo \u00e9 tanto uma b\u00ean\u00e7\u00e3o quanto uma tortura.\nDe qualquer modo, a escolha de permitir a exist\u00eancia do medo em sua realidade\nn\u00e3o foi feita <em>para<\/em> voc\u00eas. Voc\u00eas foram o Deus \u2013 por assim dizer \u2013 que\npermitiu que o medo desempenhasse um papel indispens\u00e1vel na sua realidade.\nVoc\u00eas fizeram isto, n\u00e3o para se torturarem, mas PARA CRIAREM, para criarem uma\nrealidade que tivesse mais subst\u00e2ncia, mais \u201cplenitude\u201d do que um mundo baseado\nunicamente em amor.\n Compreendo que isto pode parecer inacredit\u00e1vel, mas talvez\nvoc\u00eas possam entender intuitivamente o que estou procurando dizer aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>O medo \u00e9 uma parte vi\u00e1vel da cria\u00e7\u00e3o. Onde h\u00e1 medo,\nn\u00e3o h\u00e1 amor. Onde n\u00e3o h\u00e1 amor, o amor pode ser <em>encontrado<\/em> de formas\nnovas e imprevis\u00edveis. Uma ampla variedade de emo\u00e7\u00f5es pode ser explorada, e\ninclusive criada, pela aus\u00eancia do amor. A aus\u00eancia do amor pode ser <em>sentida<\/em>\nde v\u00e1rias formas. A presen\u00e7a do amor s\u00f3 pode ser <em>sentida<\/em> quando se tem o\nmedo como plano de fundo. Se n\u00e3o fosse assim, o amor ficaria todo difuso e\nvoc\u00eas n\u00e3o poderiam perceb\u00ea-lo como tal.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, ao criarem o medo, ao se arremessarem\npara fora do oceano de amor que os rodeava, voc\u00eas se permitiram <em>experimentar\no amor pela primeira vez.<\/em> Compreendem? <\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00eas n\u00e3o criaram o amor, mas criaram a <em>experi\u00eancia<\/em>\ndo amor. Para fazer isto, voc\u00eas precisavam de um oposto, algo que n\u00e3o fosse\namor, e utilizaram o medo como instrumento. N\u00f3s, do outro lado do v\u00e9u, podemos\nver claramente o papel espiritual que o medo desempenha na sua realidade. Sendo\nassim, n\u00f3s lhes suplicamos, mais uma vez, que <em>n\u00e3o julguem<\/em>. Por favor n\u00e3o\njulguem o medo e a escurid\u00e3o que ele traz, nem em voc\u00eas mesmos e nem em\nqualquer outro ser. Todos voc\u00eas foram criados do amor e para o amor devem\nretornar.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando voc\u00ea entra no segundo est\u00e1gio do processo\nde transforma\u00e7\u00e3o do ego ao cora\u00e7\u00e3o, voc\u00ea se confronta com sua dor interna, com\nseus medos, e \u00e9 convidado a olh\u00e1-los com compreens\u00e3o e aceita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de se conscientizar da sua dor interna e\ndo seu medo, voc\u00ea pode passar primeiro por um per\u00edodo de auto-julgamento, no\nqual pode apresentar um comportamento destrutivo. Pode parecer que voc\u00ea est\u00e1\nandando para tr\u00e1s em vez de para frente. Nesse ponto, voc\u00ea se encontra na zona\nperigosa, na terra de ningu\u00e9m entre o ego e o cora\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea sabe que quer se\nlivrar do velho, mas ainda n\u00e3o pode realmente abra\u00e7ar o novo, e ent\u00e3o \u00e9 pego\npela desconfian\u00e7a de si mesmo e pela autocr\u00edtica. O ponto decisivo ocorre\nquando voc\u00ea deixa de julgar-se \u2013 pelo menos por um tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 quando voc\u00ea est\u00e1 preparado para olhar para si\nmesmo com uma atitude de interesse e abertura, \u00e9 que voc\u00ea penetra a realidade\nda consci\u00eancia baseada no cora\u00e7\u00e3o. Antes disso, voc\u00ea est\u00e1 meramente\ncomparando-se com um modelo artificial ou um ideal, para o qual, na maioria das\nvezes, voc\u00ea \u00e9 deficiente. Voc\u00ea se bate por isso, e tenta outra vez se for\u00e7ar a\nse encaixar naquele molde que voc\u00ea criou para si mesmo, na sua cabe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Digo-lhe que este padr\u00e3o de perfeccionismo \u00e9 uma\narma assassina. \u00c9 totalmente o oposto do amor. O amor verdadeiramente n\u00e3o\ncompara e, mais importante, nunca quer for\u00e7\u00e1-lo a nada e nem modific\u00e1-lo de\nnenhuma forma. O amor n\u00e3o tem olhos para o que deveria ser. A pr\u00f3pria natureza do\n\u201cdeveria\u201d est\u00e1 ausente da consci\u00eancia do cora\u00e7\u00e3o. Na vis\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, as\nqualidades morais sempre s\u00e3o formas de interpretar ou \u201cdividir\u201d a realidade.\nElas s\u00e3o id\u00e9ias na sua cabe\u00e7a e, como voc\u00ea sabe, elas podem diferir muito de\ncabe\u00e7a para cabe\u00e7a. A pr\u00f3pria necessidade de estabelecer modelos e definir o\nque \u00e9 bom \u00e9 precursora do conflito humano e da guerra. N\u00e3o s\u00e3o tanto as id\u00e9ias\nque causam a agress\u00e3o e o conflito, mas a necessidade impl\u00edcita de controlar e\nfixar.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ideais pol\u00edticos, pessoais ou espirituais, os\npadr\u00f5es de sa\u00fade, beleza e higiene, todos estabelecem modelos de como as coisas\ndeveriam ser, de como voc\u00ea deveria comportar-se. Todos eles procuram fixar e\ndefinir o que \u00e9 BOM.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o AMOR n\u00e3o est\u00e1 interessado em definir o\nBom. N\u00e3o est\u00e1 interessado nas id\u00e9ias, mas na realidade. O amor se volta para o\nque \u00e9 real.<\/p>\n\n\n\n<p>O cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 interessado em tudo o que existe,\nem cada express\u00e3o real de voc\u00eas, as destrutivas e as construtivas. Ele\nsimplesmente observa; ele simplesmente est\u00e1 a\u00ed, envolvendo-o com a sua\npresen\u00e7a, se voc\u00ea o permitir.<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea se abre para a realidade do amor, a\nrealidade do cora\u00e7\u00e3o, voc\u00ea se desapega do julgamento. Voc\u00ea aceita quem voc\u00ea \u00e9\nneste momento. Voc\u00ea percebe que voc\u00ea \u00e9 o que \u00e9 em virtude de uma multiplicidade\nde raz\u00f5es, as quais voc\u00ea agora vai investigar e explorar.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando este momento chega, \u00e9 uma grande b\u00ean\u00e7\u00e3o\npara a alma. Ent\u00e3o voc\u00ea \u00e9 capaz de curar a si mesmo. De vez em quando voc\u00ea\nrecair\u00e1 na autocr\u00edtica, mas agora voc\u00ea tem uma mem\u00f3ria consciente de como se\nsente o amor. E enquanto a tiver, voc\u00ea voltar\u00e1 a encontr\u00e1-la de novo, porque\nexperimentou o doce perfume do Lar outra vez. <\/p>\n\n\n\n<p>No segundo est\u00e1gio da transi\u00e7\u00e3o do ego ao\ncora\u00e7\u00e3o, voc\u00ea entra em contato mais \u00edntimo consigo mesmo. Voc\u00ea d\u00e1 uma olhada\nmais de perto na sua bagagem do passado. Voc\u00ea revive suas mem\u00f3rias (dolorosas)\n\u2013 mem\u00f3rias desta vida, talvez mem\u00f3rias de vidas passadas. A bagagem psicol\u00f3gica\nque voc\u00ea carrega de todas as suas vidas, at\u00e9 o presente, constitui a sua\nidentidade atual. Voc\u00ea pode olhar para esta bagagem como uma mala cheia de\nroupas. Voc\u00ea representou muitos pap\u00e9is no passado, assumiu muitas identidades,\nexatamente como pe\u00e7as de vestu\u00e1rio. Voc\u00ea acreditou t\u00e3o firmemente em alguns\ndesses pap\u00e9is, que chegou a consider\u00e1-los parte da sua identidade.<em> \u201cEste sou\neu\u201d<\/em>, voc\u00ea pensa de tais pap\u00e9is ou \u201cvestimentas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, quando voc\u00ea investiga\nverdadeiramente o que estes pap\u00e9is t\u00eam a ver com voc\u00ea, descobre que voc\u00ea n\u00e3o \u00e9\neles. Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 os pap\u00e9is psicol\u00f3gicos ou identidades que voc\u00ea assume. Voc\u00ea\nn\u00e3o \u00e9 as suas roupas. Voc\u00ea utilizou estes pap\u00e9is por uma necessidade de\nexperi\u00eancia sentida pela alma.<\/p>\n\n\n\n<p>A alma se deleita com todas essas experi\u00eancias,\nporque elas s\u00e3o partes do processo de aprendizagem com o qual ela se\ncomprometeu. Considerando desta forma, todas as experi\u00eancias s\u00e3o \u00fateis e\nvaliosas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando voc\u00ea olha mais de perto para os seus\npr\u00f3prios pap\u00e9is ou identidades, voc\u00ea logo percebe que existiram experi\u00eancias\ndolorosas, inclusive traum\u00e1ticas, no seu passado, que ainda \u201cgrudam\u201d em voc\u00ea. Voc\u00ea parece\nincapaz de se livrar delas. Elas se tornaram uma \u201csegunda pele\u201d: pele, ao inv\u00e9s\nde simples vestimenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses s\u00e3o elementos dif\u00edceis do seu passado; s\u00e3o\nas pe\u00e7as que agora o impedem de viver verdadeiramente e de desfrutar a vida.\nVoc\u00ea se identificou tanto com estas partes, que voc\u00ea pensa que \u00e9 elas. Por\ncausa disto, voc\u00ea sente que \u00e9 uma v\u00edtima e da\u00ed tira uma conclus\u00e3o negativa\nsobre a vida. Mas estas conclus\u00f5es n\u00e3o se referem \u00e0 vida como tal, elas s\u00f3 se\nreferem \u00e0s partes traumatizadas da consci\u00eancia da sua alma.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o estas partes que precisam de cura agora.\nVoc\u00ea far\u00e1 isto, entrando no passado outra vez, mas com uma consci\u00eancia muito\nmais amorosa e s\u00e1bia do que voc\u00ea jamais teve. No segundo est\u00e1gio do processo de\ntransforma\u00e7\u00e3o do ego ao cora\u00e7\u00e3o, voc\u00ea cura epis\u00f3dios do passado, envolvendo-os\ncom a sua consci\u00eancia do presente. Ao re-experimentar esses acontecimentos no\npresente, a partir de um foco centrado no cora\u00e7\u00e3o, voc\u00ea libera as partes\ntraum\u00e1ticas do seu passado.<\/p>\n\n\n\n<p>O trauma ocorre quando voc\u00ea experimenta uma\ngrande perda ou dor ou maldade, e n\u00e3o consegue entender porque isto acontece.\nTodos voc\u00eas experimentaram o trauma, em muitas de suas vidas. De fato, a\nconsci\u00eancia da alma durante o est\u00e1gio do ego \u00e9 traumatizada desde o in\u00edcio:\nexiste a perda da Unidade ou Lar, que ela se lembra e n\u00e3o compreende.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando voc\u00ea volta ao acontecimento traum\u00e1tico\noriginal, atrav\u00e9s da imagina\u00e7\u00e3o, e o envolve com a consci\u00eancia do cora\u00e7\u00e3o, voc\u00ea\nmuda a sua rea\u00e7\u00e3o original a esse acontecimento. Voc\u00ea muda a rea\u00e7\u00e3o de horror e\nincredulidade, para uma simples observa\u00e7\u00e3o do que acontece. Na regress\u00e3o, voc\u00ea\nsimplesmente observa o que aconteceu, e este simples ato cria espa\u00e7o para a\ncompreens\u00e3o, espa\u00e7o para a compreens\u00e3o espiritual do que realmente aconteceu\nnesse evento. Quando este espa\u00e7o se faz presente, voc\u00ea torna-se mestre da sua\nrealidade outra vez. Ent\u00e3o voc\u00ea \u00e9 capaz de chegar a uma aceita\u00e7\u00e3o do fato\ncompleto, j\u00e1 que compreende, a partir do cora\u00e7\u00e3o, que h\u00e1 significado e\nprop\u00f3sito em cada coisa que acontece. Voc\u00ea pode sentir, a partir do cora\u00e7\u00e3o,\nque h\u00e1 um elemento de livre escolha presente em tudo o que ocorre, e ent\u00e3o voc\u00ea\ndesenvolve uma aceita\u00e7\u00e3o da sua pr\u00f3pria responsabilidade pelo acontecimento.\nQuando voc\u00ea aceita a sua pr\u00f3pria responsabilidade, voc\u00ea est\u00e1 livre para seguir\nem frente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 somente quando voc\u00ea se relaciona com suas\nidentidades passadas, como um ator se relaciona com seus pap\u00e9is, que voc\u00ea se\ntorna livre para ir aonde quer que deseje. Ent\u00e3o, voc\u00ea est\u00e1 livre para entrar\nna consci\u00eancia baseada no cora\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea n\u00e3o mais se apega a nenhum aspecto do que\nvoc\u00ea foi no passado: v\u00edtima ou agressor, homem ou mulher, branco ou negro,\npobre ou rico, etc. Quando voc\u00ea puder brincar com os aspectos da dualidade, e\nsimplesmente us\u00e1-los quando eles lhe trouxerem alegria e criatividade, voc\u00ea\nter\u00e1 alcan\u00e7ado o significado da vida na Terra. Voc\u00ea experimentar\u00e1 muita\nfelicidade e uma esp\u00e9cie de regresso ao Lar. Isto porque voc\u00ea estar\u00e1 entrando\nem contato com a consci\u00eancia subjacente aos diferentes pap\u00e9is e identidades.\nVoc\u00ea estar\u00e1 tocando a base com a sua pr\u00f3pria consci\u00eancia divina outra vez&#8230; a\npercep\u00e7\u00e3o de que tudo \u00e9 Unidade&#8230; em resumo: a realidade do amor.<\/p>\n\n\n\n<p>Encerraremos este capitulo oferecendo-lhe dois\nexerc\u00edcios, que podem ajud\u00e1-lo a entrar em contato com aquela corrente de\nUnidade, aquela corrente de consci\u00eancia divina que \u00e9 a corrente oculta de todas\nas suas experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">EXERC\u00cdCIO 1<\/h3>\n\n\n\n<p>&#8211; Que caracter\u00edsticas psicol\u00f3gicas, que voc\u00ea\nconsidera como partes de voc\u00ea, causam a maioria dos problemas em sua vida? Cite\nduas dessas caracter\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Focalize os opostos dessas caracter\u00edsticas.\nAssim, se voc\u00ea escolheu \u201cimpaci\u00eancia\u201d, ou \u201cinseguran\u00e7a\u201d, focalize-se agora nas\nsuas contrapartes: paci\u00eancia e confian\u00e7a em si mesmo. Sinta a energia destas\ncaracter\u00edsticas por um momento.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Volte-se para o seu interior e procure estas\nenergias dentro de si mesmo. Cite tr\u00eas exemplos da sua pr\u00f3pria vida, nos quais\nvoc\u00ea exibiu estas caracter\u00edsticas positivas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Agora que voc\u00ea est\u00e1 em contato com estas\ncaracter\u00edsticas positivas, permita que as energias delas fluam atrav\u00e9s de voc\u00ea\ne sinta como elas o equilibram.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">EXERC\u00cdCIO 2<\/h3>\n\n\n\n<p>&#8211; Relaxe e permita que a sua imagina\u00e7\u00e3o viaje\npara tr\u00e1s, at\u00e9 um momento no qual voc\u00ea se sentiu muito feliz. Pegue a primeira\ncoisa que aparecer na sua mente. Sinta a felicidade novamente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Agora v\u00e1 para um momento no qual voc\u00ea se\nsentiu extremamente infeliz. Sinta a ess\u00eancia do que sentiu naquele instante.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Capte o que h\u00e1 de comum nas duas experi\u00eancias.\nSinta o que \u00e9 igual nesses dois momentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos os exerc\u00edcios foram planejados para que\nvoc\u00ea perceba a consci\u00eancia subjacente, o \u201cvoc\u00ea\u201d sempre presente em todas as\nsuas experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Este recipiente de consci\u00eancia sempre presente,\no transportador das suas experi\u00eancias, \u00e9 o \u201cVoc\u00ea\u201d Divino. \u00c9 sua entrada para\numa realidade al\u00e9m da dualidade: a realidade do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><br><br>\u00a9 Pamela Kribbe&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jeshua.net\/\">www.jeshua.net<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas: Vera Corr\u00eaa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jeshua canalizado por Pamela Kribbe EXPLORANDO SUAS FERIDAS INTERNAS Distinguimos quatro passos na transforma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia baseada no ego para a consci\u00eancia baseada no cora\u00e7\u00e3o: 1. Estar insatisfeito com o que a consci\u00eancia baseada no ego tem para lhe oferecer, desejar \u201calgo mais\u201d: o come\u00e7o do final. 2. Come\u00e7ar a se conscientizar da sua&#8230;<\/p>\n<p class=\"read-more\"><a class=\"btn btn-default\" href=\"http:\/\/jeshua.net\/por\/canalizacoes\/a-serie-trabalhadores-da-luz\/do-ego-ao-coracao-ii\/\"> Read More<span class=\"screen-reader-text\">  Read More<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-34","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-a-serie-trabalhadores-da-luz"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jeshua.net\/por\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jeshua.net\/por\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jeshua.net\/por\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jeshua.net\/por\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jeshua.net\/por\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/jeshua.net\/por\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35,"href":"http:\/\/jeshua.net\/por\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34\/revisions\/35"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jeshua.net\/por\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jeshua.net\/por\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jeshua.net\/por\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}